SER 001/2026 – Nó na extremidade de corda de progressão
Em relação às cordas de progressão, a Seção de Espeleorresgate da SBE (SER) tem adotado a orientação do Manual Técnico de Espeleologia da Federação Francesa de Espeleologia quanto à aplicação do nó na extremidade livre da corda:
“O nó no final da corda deve ser realizado a, pelo menos, um metro de seu fim e deve ser bem apertado.
O meio pescador duplo é o nó indicado, mas outros são aceitáveis.”
(Manual Técnico de Espeleologia – 1ª Edição – página 140)

No entanto, experiências mais recentes indicam que a utilização de outros nós na extremidade livre da corda, distintos do meio pescador duplo, pode representar riscos aos espeleólogos. Isso ocorre porque, por não terem sido submetidos a tensões significativas, esses nós podem se desfazer espontaneamente, especialmente quando sujeitos a movimentos repetitivos como na descida ou subida consecutiva de vários espeleólogos pela mesma corda.
Diante disso, a SER passa a adotar a orientação de utilizar exclusivamente o meio pescador duplo como nó de segurança na extremidade livre das cordas de progressão, deixando de considerar aceitável o uso de outros nós, em especial o oito duplo, particularmente suscetível ao risco descrito.